É bom sentir MEDO. É sinal que ainda temos algo a perder.
Medo – Mariza
Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo
E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão
Gritar: quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.

Deve ser isso que tou a sentir…
“Medo”… É salutar senti-lo, mas quando passa a reger a nossa vida começa a ser mais que uma pedra no sapato…
Da Mariza e da música nem falo, porque realmente já não há palavras para as descrever!
Óptima escolha!!
[*]
Tenho saudades tuas… E daquele abraço…
Felizmente, e em particular quando ao nosso alcance, a saudade é a “dor” mais fácil de curar. Corre atrás do que te faz falta… daquilo que sentes saudades. Não deixes que este sentimento simples te magoe. Vai… não tenhas medo!
Como posso correr se me cortaram as pernas?
Talvez não tas tenham cortado. Talvez as tenhas amputado a ti próprio. Ás vezes temos destas coisas e encontramos no prazer de nos auto-flagelarmos um caminho. O caminho errado a meu ver. O pior caminho diria eu. Mas agora que assim é, reaprende uma nova forma de correr. E preserva tudo aquilo que te resta e que continuas a construir. Culpar os outros pelos nossos erros nunca é a melhor opção, mas é sem dúvida a melhor forma de terem pena de nós.